domingo, 16 de setembro de 2012

Tristeza

As folhas arrastadas pelos carros e os insetos a fazerem seus barulhos são minhas únicas companhias para esta noite escura, além das lágrimas que escorrem se espalhando pelas minhas bochechas, boca e nariz de forma a em pouco tempo preencher todas as extremidades abaixo dos meus olhos, depois de algumas destas lágrimas meu olho seca e fico com uma expressão vazia e fúnebre. Meu mais profundo desejo é uma visita daquela senhora que toda de preto se veste e que muitos temem, eu também a temo (medo do desconhecido) e ao mesmo tempo a quero. Mas tenho mais medo da vida, medo de continuar a usar o O² sem sentido algum, sem saber nada de mim mesma, sem me compreender.
Há um pouco mais de 365 dias não sei o que é ter um sorriso sincero no rosto, nem ao menos lembro como é ser feliz pois de alguma forma a infelicidade se encontra dentro de minha zona de conforto. Porém a zona de conforto no momento mais parece com areia movediça, quanto mais me desespero, e tento sair dela, mais me afundo, mas não consigo manter a calma diante de tamanhas angústias que me rondam. Antes poucas coisas me afligiam , agora o simples fato de respirar se tornou minha maior aflição.
A aflição que sinto de respirar se deve a uma moça branca e charmosa, que vem como quem nada quer, te oferecendo emoção na sua vida que você julga medíocre e vazia, e aos poucos te rouba até os pensamentos, ela fingi constantemente ser dominada, mas aos poucos se aproveita desta sensação ilusória que você tem de dominá-la e te domina por inteiro, faz com que você dependa dela, ou ao menos ache isso, faz com que não sinta nada (te adormece por completo) porém quando ela se distancia desce o gosto amargo da solidão e logo vem crises piores, primeiro você acha que é capaz de lidar com as situações por ela criada mas quando vê que não percebe claramente que as intenções desta sedutora moça branca são as piores imagináveis.

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