(CONTINUAÇÃO) No dia seguinte ao abrir os olhos a primeira expectativa era a de ver a notícia no jornal, levantou-se e completou mais uma manhã a fim de passar na primeira banca, ele adorava a idéia de ter um objetivo, e tentava traçar o seu a partir do rastro de sangue que deixava, pegou seu casaco de couro amarrotado e saiu de casa, passou na primeira banca que tinha no caminho, mas ela ainda não estava aberta, então acendeu seu cigarro e tomou um gole de seu whisky barato que guardava no bolso do casaco em um pequeno frasco de metal, esperou 4 cigarros até a banca abrir, ao abrir correu para o lugar aonde estavam os jornais passou os olhos rapidamente e logo achou o que buscava, ao ver a notícia no rodapé do jornal, com um certo destaque, que só por ele podia ser observado se orgulhou, e com todo seu orgulho começou a pensar em quem seria a próxima vítima, será que valeria a pena se arriscar mais e desta vez não usar uma indigente como ferramenta de seus artifícios mas sim uma pessoa que ao menos tivesse um sobrenome? Pôs-se a pensar.
Comprou o jornal, para recortar e guardar a notícia tão esperada, ele nunca havia cometido um crime e deixado exposto de forma a descobrirem e publicarem. Voltou a andar então, e por mais que não parecesse bater nenhum sentimento naquele coração ficou apreensivo com a passagem da polícia. Colocou mais um cigarro na boca, tomou mais um gole de seu whisky, e foi até o trabalho em passos fúnebres... (CONTINUA)